100% Tannat · Campanha Gaúcha

Passo do
Simão 1886

Vermelho rubi profundo. Frutas negras maduras, especiarias doces, tabaco e baunilha do carvalho. Encorpado, potente e equilibrado — taninos aveludados e acidez vibrante.

TipoTinto Nobre Seco
Volume750 mL
Álcool14,5%
Servir16° a 18°C
Garrafa Passo do Simão 1886 — Tinto Nobre Tannat

Contra-rótulo

"No coração da Serra Gaúcha, o Passo do Simão foi o caminho aberto pelos pioneiros que, vindos da Itália, desbravaram as matas e ergueram seus primeiros lares às margens do Rio das Antas. Ali, entre barracões simples e capelas de pedra, nasceram também as primeiras videiras. Este vinho celebra a coragem, o trabalho e a tradição que moldaram Antônio Prado."

— Um brinde aos que abriram caminhos.

Terroir

Campanha Gaúcha · Rio Grande do Sul · Brasil

Visão

Vermelho rubi profundo, com reflexos violáceos.

Olfato

Frutas negras maduras — amora, mirtilo, ameixa. Cravo e canela, tabaco, chocolate amargo e delicada baunilha do carvalho.

Paladar

Encorpado, potente e equilibrado. Taninos presentes, mas aveludados, integrados à acidez vibrante.

Harmonização

Massas artesanais, carnes de panela, polenta mole com molho, queijos curados.

Maturação

18 meses em barricas de carvalho francês e americano.

A história

O caminho que
antecedeu uma cidade.

Antes de Antônio Prado ser Antônio Prado, havia um homem, um rio e uma trilha. Esta é a história contada em quatro tempos — e o vinho que a carrega.

1880 · 1886 · 1899 · HOJE
1880

O pioneiro

Simão David de Oliveira chega ao Rio das Antas.

Por volta de 1880, Simão David de Oliveira, natural de São Paulo, adentrou o território gaúcho a pé por Vacaria, seguindo o curso do rio Vieira até chegar à margem direita do rio das Antas.

Ali, encontrou um pequeno trecho de terreno plano na foz do rio Leão e do arroio Tigre, onde construiu seu rancho — origem do local que viria a se chamar "Passo do Simão".

O nome homenageia esse pioneiro. Anos depois, em início de 1886, um caminho aberto naquele lugar passou a ser a principal via de acesso para o futuro núcleo colonizador.

Primeiro mapa do território de Antônio Prado, Flores da Cunha, Nova Pádua e Nova Roma do Sul

Primeiro mapa do território de Antônio Prado, Flores da Cunha, Nova Pádua e Nova Roma do Sul.

1886

A colonização italiana

Os primeiros imigrantes erguem barracão, capela e cemitério.

Em 1885, a iniciativa imperial definiu que, entre 1886 e 1887, seria criado um núcleo de colonização na margem direita do rio das Antas — ainda sem nome, posteriormente chamado Antônio Prado.

Imigrantes italianos pobres se estabeleceram ali, enfrentando dificuldades como mata fechada, relevo acidentado e pouca ajuda governamental. Ainda assim, rapidamente se formou um núcleo rural de subsistência e comércio local.

No Passo do Simão surgiu o primeiro barracão de imigrantes — 20 metros de comprimento, 6 de largura, 2,5 de altura. Também ali foram erguidos uma casa canônica, uma capela de pedra e o primeiro cemitério, como parte da infraestrutura inicial da colônia.

Ata da Instalação da intendência da villa de Antônio Prado, 1886

Ata da Instalação da intendência da villa de Antônio Prado, termo da Vaccaria, Estado do Rio Grande do Sul.

1899

O município nasce

Decreto nº 220 — Antônio Prado é elevada a município.

A partir do decreto estadual nº 220, de 11 de fevereiro de 1899, surgiu um novo município dentro do estado do Rio Grande do Sul.

O território abrangia o quinto distrito da vila de Vacaria, onde se localizava a colônia de Antônio Prado. Essa colônia agrícola — criada em 1886 à margem direita do rio das Antas — fazia parte da política imperial de migração.

Primeira Igreja Matriz de Antônio Prado, 1897 Praça Garibaldi em 1900

Primeira Igreja Matriz · Praça Garibaldi, 1900.

Ao longo
dos anos

O caminho substituído

Passo do Zeferino, balsa, ERS-122.

Com o tempo, o Passo do Simão foi substituído por uma nova via — o Passo do Zeferino — que coincidiu com a abertura da ERS-122, ligando Antônio Prado a Caxias do Sul e a outras cidades da região.

Inicialmente, a travessia do rio se dava por balsa, operada por um italiano chamado Zeferino. A balsa apresentava problemas em épocas de chuva, dificultando o fluxo. Assim, a estrada tornou-se essencial e viabilizou maior integração e desenvolvimento regional.

Rua da Paz em 1916 (hoje Avenida Valdomiro Bocchese) Centro de Antônio Prado, 1920 Avenida principal de Antônio Prado, 1911

Rua da Paz, 1916 · Centro de Antônio Prado, 1920 · Avenida principal, 1911.

Hoje

O legado

A última colônia italiana — e 48 edifícios tombados.

Hoje, o local do antigo Passo do Simão está parcialmente submerso por uma barragem e algumas casas de veraneio — mas ainda guarda vestígios, como o cemitério com duas cruzes remanescentes. Uma delas traz a inscrição "Giro Giovanni Ani 54 morto di 30 giugno del 1902".

Antônio Prado tornou-se a última das "antigas colônias da imigração italiana" e consolidou forte identidade cultural. O patrimônio arquitetônico é considerado um dos mais importantes da colonização italiana no Brasil — com 48 edifícios tombados no centro histórico — e o dialeto talian ainda é falado por boa parte dos habitantes mais velhos.

Voluntários pradenses construindo a Gruta Natural de Antônio Prado

Voluntários pradenses construindo a Gruta Natural — local em que ela se encontra até hoje.

O brinde

"Um brinde aos
que abriram caminhos."

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